sexta-feira, 9 de julho de 2010

vAi, vAi... uAi


O contrário do avesso, dizem ser o direito que por sua vez oposto ao esquerdo, que não é considerado avesso.
Inclusive a excludência é uma forma de inclusão que deixa de excluir.

terça-feira, 6 de julho de 2010

às mArGens do bAndo

Sempre que classificam alguém de marginal, uma diminuta pulga se intromete em minhas sinapses... marginal  por causo de o quê? Marginal como, à margem de aonde?
Entendo que a expressão seja ser usada para se referir a pessoas que estão no limites da sociedade estabelecida. São aqueles que ficam vendo a banda passar, mas louquinhos para vestirem o uniforme, tocar algum instrumento e desfilar com o pé certo. Certo?
Nossa sociedade é calcada em modelo consumista, onde o dinheiro é protagonista charlatão. Novidade nenhuma, diriam.
Como a posse de bens de consumo, - inúteis ou poluidores, não importa - é modelo de comportamento dominante, quem não possui aparatos tecnológicos com design de grife, está automaticamente marginalizado.
Seu celular não é tipo I-Pod?  Seu DVD já navega nas ondas do blue-ray? Sua conexão tem menos de 10 gigas de velocidade? A enorme bolsa equivale à no mínimo 100 cestas básicas? E a caminhonete importada, daquelas que os urbanos compram pelo preço de um imóvel, para fingirem que são campeiros, ainda não está na sua garagem? Mas bah, então posso considerá-lo um marginal, não é não?
O dito marginal querendo participar do fabuloso mundo dos consumidores sorridentes, às vezes comete delitos como passar um voador aqui outro acolá, adquirir um veículo que não tem como pagar, e até subtrai para se sentir inserido no admirável mundo do novo. Indesculpável é claro.
Outros são rebeldes e cometem atos de vandalismo para descarregar sua incapacidade de ser aceito pelos incluídos. Merecem sempre advertências e punições.
Mas existe uma grande diferença entre marginal e bandido. Bandido é gente ruim e cruel, sem moral, que sente prazer em prejudicar, violentar, destruir. No livro Carandiru, o Dráuzio Varela fala dos elementos com sangue nos olhos...
E pasmem senhores, os grandes bandidos não são marginais. Estão dentro do sistema organizando suas falcatruas e roubalheiras, muitas vezes usando brechas da lei em cumplicidade com uma justiça lenta e burocrática, que queiram/gostem ou não continua favorecendo a quem tem recursos de duvidosa origem.
A impunidade é balizadora das ações dos bandidos de colarinho branco e as mãos sujas de sangue.
Esses bandidões e suas quadrilhas de diversas instâncias e poderes, roubam, sonegam, desviam milhões de reais. Quantas vidas são perdidas, no mau atendimento dos hospitais, na falta crônica de infra estrutura de saneamento, transporte, e segurança, na aquisição de merenda adulterada, da morosidade enervante das ações sociais, na...
São os abutres da bandidagem explícita e organizada sempre prejudicam nós outros, sem dó e nem piedade.
Por quanto tudo, meu caro pense nisso, antes de categorizar alguém como marginal.
Nem sempre é necessário estar com todos os indicadores de pertencimento atualizados, para se ser humano, feliz e longe de se preocupar com modas e paradigmas exógenos.

retextuado do original de agosto de 2004, no DP

segunda-feira, 5 de julho de 2010

boM ProF essOr

Duas das cartas grafada que usei para provocar os professores que investiguei durante o mestrado que conclui em 2008.

sábado, 3 de julho de 2010

Mas EnTão

Quanto mais menos, nenhum, por outro lado quanto menos mais, algum. Ou... enquanto nenhum, mais ou menos.
Pois então, meus caros e caras, de tanto ouvir falir as essenciais substâncias, houvi por bem colocar meus alfa e betarábios na rede. Ponto de partida para me enredar com gentes outras, na tentativa de um movimento de convceção na direção oposta ao nunca pretendido... retorno ao porão.
Usando o Ou... de história antiga que um dia relatarei, vou esparramar meus feitos e defeitos, num blogFólio ou portBlóguio.
São diretórios, pastas virtuais e de papel, discos e cedes, tudo muito desorganizado, todavia plenos de coisas que já foram coisas, coisadas ou não.
E dê-lhe textos, fotografias e mormente desenhos, que alguém teve a coragem ou o desplante de publicar, acolá e alhures.
São crônicas, idéias comentários, receitas e papo de cozinha acolheradas por fotos, montagens, desenhos e ilustrações produzidas nos tempos da antes.
Vou postar (ou... seria repostar?) material novo e inédito também. Vai ficar na dependência dos tratos e retratos, retornos e contornos, que espero se façam presente neste endereço.
Buenas e me espalho... a comida está sendo servida ainda inconcluida, mastiguem meigamente, façam bom proveito, saiam de fininho e voltem sempre a vontade se re   apresentar. 
Ou...

terça-feira, 29 de junho de 2010

domingo, 27 de junho de 2010

Carbonnades flamandes

Receita dos belgas, que são grandes produtores e apreciadores de cerveja, o nome é chique mas a receita é barbadinha de se fazer. Recomendo Bohemia normal e preta. 


1 quilo de alcatra em cubos
1 1/2 lata de cerveja clara
1/2 lata de cerveja escura doce
6 cebolas
2 colheres de sopa de manteiga Danby
2 colheres de sopa de farinha
1 folha de louro
1/2 colher de chá de tomilho
pitada de noz moscada
1 colher de sopa de vinagre
4 fatias de pão de forma
2 colheres de sopa de mostarda
sal e pimenta preta

Fatiar as cebolas bem finas. Esquentar a manteiga e juntar a carne. Cozinhar em fogo alto até que todo líquido da carne tenha evaporado e a carne esteja bem corada. Junte a cebola e cozinhe até começar a mudar de cor. Coloque a farinha e mexa dois minutos.
Junte a cerveja e o vinagre e deixe levantar fervura, sempre mexendo. Adicione a folha de louro, o tomilho e o resto dos temperos.
Cozinhar em fogo baixo por uma hora. Passe a mostarda nas fatias de pão e coloque-as sobre a carne na panela. Cozinhe mais 30, 40 minutos até o pão desmanchar. Salada de repolho passado na água quente, com muita salsinha e azeite, sal e um toque de páprica picante.

sábado, 12 de junho de 2010

Separados como dedos de pés que nunca entraram em bota